Propostas de logótipo
Trinta conceitos para a identidade da Formula Emblematic. Indique-nos os números de que mais gosta.
As iniciais recortadas como duas peças de couro e cosidas à mão com ponto de sela, o gesto mais antigo da marroquinaria.
O F e o E erguem-se sobre dois meridianos e os paralelos estendem-se até à orla do globo: as iniciais tornam-se o mapa de quem compra e vende couro em todo o mundo.
Duas maiúsculas itálicas sobrepostas como duas peles curtidas de tons diferentes, onde a cor do encontro nasce da própria sobreposição.
As letras atravessam as quatro fases que a empresa transaciona — couro em bruto, wet-blue, crust e acabado — empilhadas como peles num palete.
Um azulejo lisboeta onde as iniciais são vidradas a traço arredondado e os cantos, ao repetir-se, formam o motivo de uma parede inteira.
As iniciais ligadas como uma marca de gado sobre um balancim, lembrando que todo o couro começa no campo e é identificado a ferro.
Um selo de lacre cor de sangue-de-boi, gravado com as iniciais e o ano de fundação, como quem fecha um contrato de exportação.
A etiqueta de couro com ilhó de latão que acompanha cada fardo, do escritório em Lisboa ao armazém em Alcanena.
Um ferro de marcar de curtume com uma caravela latina ao centro, unindo a tradição de Alcanena às rotas que partiram de Lisboa.
Um brasão com dois rios em faixa ondada — o Tejo de Lisboa e o Alviela de Alcanena — sob um chefe de latão furado como um cinto de couro.
Um carimbo aduaneiro em tinta azul-wet-blue, com as coordenadas de Lisboa, que diz em cada guia de remessa de onde parte o couro.
A silhueta de uma pele inteira esticada, facetada como uma gema e debruada a pesponto: a matéria-prima reduzida à sua forma essencial.
Quatro lâminas empilhadas nas cores do couro em bruto, do wet-blue, do crust e do acabado — toda a cadeia que a empresa compra e vende.
Uma rosa-dos-ventos dobrada em facetas como couro vincado, apontando para os mercados onde a empresa compra e entrega.
O fulão de curtume visto de frente, com as cavilhas de madeira e o banho a meio, símbolo do trabalho que se faz em Alcanena há séculos.
Um Garamond clássico assente numa linha de pesponto de seleiro, rematada por dois furos de vazador, como se o nome tivesse sido cosido à mão.
Um itálico Bodoni de alto contraste sobre versaletes espaçadas, separados por um losango cor de sangue-de-boi, com a postura de uma casa de couro de luxo.
Um grotesco condensado cortado ao meio como uma pele na máquina de dividir: a flor em tabaco por cima, o crute em wet-blue desviado por baixo.
Um logótipo monoespaçado com a secura de um conhecimento de embarque, com coordenadas de Lisboa e Alcanena e as fases do couro no rodapé.
Capitulares gravadas justificadas entre filetes duplos, com sombra e luz que imitam a gravação a seco numa pele de sela.
Um serifado suave e caloroso em que o pingo do «i» se torna uma pequena pele esticada em conhaque — o detalhe que se descobre à segunda leitura.
Uma caravela cuja vela é uma pele esticada, sobre as ondas do Tejo, ao lado de capitulares finas e altas — Lisboa como porto de saída do couro para o mundo.
Um azulejo lisboeta em que quatro peles giram em torno de um centro conhaque, ao lado de um nome geométrico e contemporâneo.
Uma etiqueta de couro pespontada, com ilhó de latão e quatro faixas — pele em bruto, wet-blue, crust e acabado — sobre um nome em Bodoni.
Um sol conhaque pespontado a pôr-se sobre as ondas wet-blue do Tejo, ao lado de um grotesco largo de casa comercial.
O fulão de madeira das fábricas de curtumes de Alcanena, em rotação, por cima de um nome condensado e industrial.
Uma fivela de latão a prender uma correia pespontada, para quem fabrica calçado e marroquinaria, ao lado de um itálico Garamond.
Uma pele cortada em quatro estratos ondulados — em bruto, wet-blue, crust e acabado — que resume, numa só forma, todas as fases que a empresa comercializa.
As portas de um contentor marítimo, com barras de fecho e cantoneiras, guardam uma pele cor de crust — o comércio internacional reduzido a uma imagem.
Uma pele desenhada como um globo, com meridianos e paralelos, e Lisboa marcada a conhaque como ponto de partida das rotas.